Os Lusíadas – Resumo

Os Lusíadas – Resumo
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Os Lusíadas é uma obra complexa escrita há mais de 05 séculos cuja linguagem, difícil e arcaica, causa estranheza nos leitores de hoje. As informações históricas e as referências à mitologia da Antiguidade Clássica apresentadas na obra estão completamente distantes da nossa realidade.

Apesar disso, muitos alegam que, as mesmas motivações do passado, representadas na obra “Os Lusíadas”, como o poder, a vaidade, a conquista, o amor e a guerra, movem até hoje as ações humanas e, por isso, a leitura pode valer à pena.

A obra é um dos maiores poemas épicos em língua portuguesa e está estruturada em 1102 estrofes distribuídas em 10 cantos.

Os Lusíadas – Resumo

A obra é baseada na história de Vasco da Gama às Índias, contada através de versos decassílabos, ou seja, versos que possuem 10 sílabas poéticas cada um:

As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Trapobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram.

O livro “Os Lusíadas” tem a nítida intenção de exaltar o povo português, mas, apesar disso, exalta tanto o lado positivo quanto expressa o lado negativo e desconcertado do momento histórico abordado.

Através da aventura do herói Vasco da Gama, que representa todo o povo português, Camões discursa sobre a história de Portugal, a glória de seus navegadores e seus reis do passado e aborda temas mitológicos, discursando sobre a luta entre a deusa protetora dos portugueses, Vênus, e o deus inimigos dos navegantes, Baco.

É entre uma das passagens dos Lusíadas que conhecemos a famosa e triste história de Inês de Castro que foi coroada rainha após a sua morte.

Passada esta tão próspera vitória, 
Tornado Afonso à Lusitana Terra, 
A se lograr da paz com tanta glória 
Quanta soube ganhar na dura guerra, 
O caso triste e digno da memória, 
Que do sepulcro os homens desenterra, 
Aconteceu da mísera e mesquinha 
Que depois de ser morta foi Rainha.

A obra, com certeza, não é de leitura fácil, mas há anos é exigida como leitura obrigatória em vestibulares como a FUVEST.

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